Sabe aquelas coisas que você nunca se imagina fazendo?
Eu sempre me pego pensando nisso, muitas delas por ser
uma pessoa um tanto quanto medrosa, dessas que não são muito chegadas
a aventuras.
Me lembro que quando via alguém correndo nessas maratonas
pensava: "Isso é coisa de doido nunca faria isso".
Certa vez, até fui obrigada a corre pra fazer um teste de capacidade
física, que era uma das etapas de um concurso em que havia passado.
Tinha que correr 1.800m em 12 minutos, e corria pela obrigação
chingando de dor e sonhando em fazer logo o teste para nunca mais
precisar correr de novo. E assim foi: treinei, fiz o teste , passei e não precisei
me esforçar novamente.
Quando mudei para Salvador todo final de semana estava na praia, em um desses dias,
meu marido me fotografou a distância como se fosse um paparazzo atrás
de uma celebridade,sem eu perceber. Ao chegar em casa quando vi aquelas fotos não me reconheci nelas. Não sabia se era uma baleia encalhada, ou um trator na areia com aqueles pneuzões.
Fiquei tão desesperada que resolvi correr, mas o desespero era tão grande que não
consegui esperar o outro dia e como já era noite, coloquei meu tênis e corri 30 minutos
dentro do meu apartamento, da ´porta da sala , passando pelo corredor e retornando no banheiro. Hilário.
No outro dia acordei cedo e fui correr em volta de um lago , como já tinha corrido aqueles 12 minutos por obrigação, me concentrei nesses tempo, era o mínimo que poderia fazer. Sem me preocupar com a distância a cada dia que passava aumentava um minuto. Em um segundo momento passei a marcar a distância percorrida e aumentava dia após dia pelo menos 100 metros.
Me lembro que o lago tinha 2.600 metros e sonhava com o momento em que daria volta
nele, em menos de duas semanas meta concluída e hoje corro 4 km objetivando dar duas voltas
nesse lago.
Resultado dessa história: nem sei se perdi o peso que precisava, mas sinto um enorme prazer ao terminar uma corrida e superar minhas marcas, me sinto disposta e animada.
Mas o mais bacana disso foi e descobrir na prática o que aqueles doidos da maratona
sentem ao cruzar a linha de chegada.
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